Como foi ter uma crise de estresse

Por - novembro 05, 2019
Como foi ter uma crise de estresse

Olá amiguinhos, chegou a hora de sentar, tomar uma xícara de chocolate quente e falar sobre esse level que cheguei na vida. Conforme comentei no meu último Life Update. Meu dia estava indo de mal a pior. O que acabou me causando uma crise de estresse. Achei que seria útil escrever meu depoimento detalhado pra ~ talvez ~ ajudar a quem passar por isso também. Principalmente porque é algo controlável. Se eu soubesse o que eu estava tendo, talvez eu nem precisasse ter ido ao médico e tomar remédios...

São Paulo, 02 de Outubro, quarta-feira. O dia anterior já não terminara bem. Claudinha vomitara seu almoço e dormira com febre. Mesmo indisposta, na manhã seguinte ela cumpriu seu dever de passar parte da manhã e da tarde cuidando de sua sobrinha.

A hora de voltar pra casa finalmente chegou! Malas prontas, todos no carro e uma carona até o metrô. Claudinha chegou até as catracas, mas não conseguiu encontrar a bilheteria. Pediu informação para um moço que, aparentemente estava de mal humor e informou que o local ficava atrás dela. Claudinha insistiu e reforçou que não tinha cartão para recarga e que gostaria de pagar seu bilhete em dinheiro. O moço já estressado, mas tentando manter a postura apontou e informou novamente que era só olhar pra trás. Ela então olhou e viu a placa da bilheteria brilhar em seus olhos cansados. Ela agradeceu e se desculpou, enquanto o homem virava as costas para voltar ao seu cubículo.

Algumas estações e uma baldeação depois, Claudinha finalmente chega à rodoviária do Tietê para comprar sua passagem no próximo ônibus para Campinas. A viagem durava quase duas horas. Com dores de cabeça e febre, ela decide ligar para seu pai buscá-la, logo após passar o último pedágio da viagem. Imaginando que teria tempo de sobra para o ônibus chegar na rodoviária e conseguir esperar seu pai na área de desembarque ~ que vive cheia de guardas de trânsito, prontos para multar motoristas que cometem infrações mínimas. ~ A tensão começou a surgir a partir do momento em que o ônibus começou a parar em pontos aleatórios para desembarcar algumas várias pessoas. Quase chegando: TRÂNSITO e demora até o ônibus finalmente estacionar na rodoviária. Durante esses acontecimentos, Claudinha começara a questionar tudo o que tinha feito até então, desde ligar cedo demais para seu pai à voltar justamente naquele horário.

Finalmente ela pisa em solo campineiro. Anda o mais rápido que suas perninhas conseguem até a área de embarque/desembarque e procura seu pai. Alguns segundos depois ela vê o carro estacionando. Só após sentar no banco de trás, ela percebe o quanto seu coração estava acelerado. Ela troca algumas palavras com seus pais e repara que há um longo caminho com trânsito de volta para casa. Chega à conclusão que o pior já passara e decide deitar e descansar.

Chegando perto de casa, o carro começa a fazer um barulho estranho e alto. Eles param numa tranquila rua do bairro e notam que o pneu do carro furou. Seu pai arregaça as mangas para começar a trabalhar, quando um senhor oferece ajuda. E apesar da relutância, acabam aceitando. Mesmo com problemas com o macaco, o pneu é finalmente trocado. Claudinha permanecera o tempo todo dentro do carro, deitada, tentando ignorar tudo o que acontecia do lado de fora.

Apesar da felicidade em chegar em casa, Claudinha percebe que não está nada bem. Sai do carro cambaleando, sendo amparada por sua mãe até a sala. Sentindo-se fraca, ela mede sua pressão, mas apenas o seu batimento cardíaco estava alto (110bpm). Sentada no sofá, sua mãe mede sua temperatura com um termômetro. A essa altura, Claudinha está com falta de ar e suas mãos começam a formigar. Está com febre baixa. Todas as janelas são abertas, o ventilador é ligado. E mesmo assim o ar parece não chegar até seus pulmões. Ela percebe que suas mãos formigam cada vez mais. Já não sente mais seus dedos. Tenta abrir e fechar as mãos para que o sangue circule. Sem sucesso. Os braços estão sem força. Ela fecha seus olhos e tenta respirar o mais fundo possível. Seu peito dói. Inspira e expira pela boca. Nada. Seus pés começam a formigar. Sente seu estômago formigar e lágrimas começam a brotar de seus olhos fechados. Seu pai questiona se ela quer ir ao médico e soluçando, ela afirma: - acho que é melhor pai.

No hospital seguiu-se o padrão: pegar senha, ser atendido por um médico geral, não resolver nada. Aguardar outro médico, fazer vários exames (medir pressão, eletrocardiograma, raio-x do pulmão) e tomar um coquetel de remédios na veia. Algumas horas e um punhado de dinheiro depois, senta-se em frente ao médico que a informa que em decorrência a diversos fatores, Claudinha sofrera uma crise de estresse.

A crise de estresse ocorre obviamente após a pessoa passar por muito estresse. Ou após um acúmulo de estresse que se manifesta depois de um tempo. Os sintomas são: falta de ar, taquicardia, dores no peito e formigamento no corpo (com a falta de ar, o corpo fica com pouco oxigênio e o coração fica sem forças para bombear o sangue, causando o formigamento). Mas o que piora tudo é que quando esses sintomas começam a surgir, a pessoa fica preocupada, tentando entender o que tem. Isso a deixa ainda mais estressada, piorando seu quadro de saúde.

Então se você perceber que está com uma crise de estresse, tente pensar em outra coisa que não seja nos sintomas. Eu sei que não é fácil, eu pensei que iria desmaiar e sofrer uma parada cardíaca. Mas a verdade é que independente do que você tiver, não adianta se estressar mais. O importante é tomar as medidas necessárias (como ir ao médico) e rezar para que dê tudo certo.

Espero que não precise, mas que a história da Claudinha possa ajudar alguém que sofra desse mal do século XXI.
Até a próxima ♥

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2 comentários

  1. Passar por isso é horrível eu sei bem, já tive mais de uma crise de estresse e não desejo isso para ninguém ):

    Um beijo,
    Quase Mineira

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    Respostas
    1. Puxa Stephanie, que triste saber disso. Espero que não ocorra mais...

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